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Você está em: Design: Mais assuntos   ›  História do design   ›  Design no Brasil: Origens e instalação

Design no Brasil: Origens e instalação

De Lucy Niemeyer. Design no Brasil: Origens e instalação se tornou um clássico instantâneo e chega agora à sua quarta edição.
Disponibilidade: Em estoque
Classificação: Novo
ISBN: 9788586695025
Editora: 2AB Editora - www.2ab.com.br
Conteúdo: 1 unidade(s)
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Informações
  Descrição  |  Especificações  |  Conexões  |  Requisitos

Design no Brasil: Origens e instalação se tornou um clássico instantâneo e chega agora à sua quarta edição. No livro, a autora atravessa 41 anos da história do país tendo como enfoque o processo de institucionalização do design brasileiro, desde as primeiras iniciativas de criação de cursos (como o IAC, em São Paulo, em 1951), à implantação da Esdi em 1962 e ao modelo adotado pela escola pioneira, analisando-o até 1992.

A obra é recheada de histórias pouco divulgadas dos bastidores do design e faz críticas severas ao modelo de ensino de design adotado no país, bem como à concepção de design que ele forjou. Traz ainda uma visão histórica da institucionalização do design na Europa (art noveau, arts and crafts etc.), dos modelos de ensino alemães (Bauhaus e Ulm) e do processo de industrialização no Brasil. Inclui uma relação de todos os professores que lecionaram na Esdi até 1992 e índice onomástico.

Formato: 14x21cm
Nº de páginas: 136
Ano de publicação:
Edição:

Especificações gráficas

Acabamento: Brochura com orelhas, laminação fosca, relevo, verniz UV localizado
Cores do miolo: 1/1
Papel do miolo: offset
Cores da capa: 3/1

Prefácio Anamaria de Moraes

Introdução

Origens e significado do termo design
Longe de uma mera afetação mercadológica, o uso do termo "design" decorre da inadequação da tradução "desenho industrial". A autora mostra o porquê disso e as várias tentativas realizadas por designers, desde os anos de 1960, para evitar a adoção oficial do uso da expressão "desenho industrial".

A institucionalização do design na Europa
Num apanhado histórico, o livro mostra como surgiu o design na Europa. O texto da autora é sintético e objetivo, cumprindo a tarefa de contextualizar os temas que se seguirão.

O ensino do design na Alemanha
Bauhaus. Escola de Ulm.
A Bauhaus é um marco histórico do design mundial e a Escola de Ulm, sua sucessora, teve (e tem) inegável influência no modelo de design adotado no Brasil. A autora faz uma abordagem histórica de ambas.

A industrialização brasileira
A era dos mestres de ofício. Do café à chaminé. Os anos dourados. Novos ares sobre a Guanabara.
Neste capítulo, Lucy Niemeyer trata do processo de industrialização no Brasil e da política desenvolvimentista, para dar subsídios à compreensão das razões que culminaram nas primeiras iniciativas de estabelecimento de cursos de design no país.

A formação do ensino do design no Brasil
Os cursos de design no IAC. A Seqüência Desenho Industrial da FAU-USP. A Escola Técnica de Criação do MAM. O curso de desenho industrial do IBA.
Numa pesquisa pioneira, a autora consultou documentação original, fontes primárias e, por meio de entrevistas, os próprios participantes das primeiras iniciativas de criação de cursos de design de nível superior no país. Ela revela como essas iniciativas sempre estiveram atreladas a políticas desenvolvimentistas e, muitas vezes, a conchavos e interesses escusos.
Mostra ainda como as tentativas de adoção de um modelo genuíno de design no país foram sufocadas pela importação pura e simples de modelos adequados às necessidades e configurações sociais do exterior.

A Escola Superior de Desenho Industrial
Num polêmico capítulo, a autora encara de frente o mito Esdi. Analisa desde o processo de criação da escola, pelo governador Carlos Lacerda, até sua implantação e seu desenvolvimento, chegando a fim do século passado.
Ex-aluna da escola, companheira de trabalho e de pesquisa de muitos de seus professores, Lucy Niemeyer põe o dedo em feridas da história desta escola que, por muitos anos, foi o modelo de referência do ensino do design no país. Mostra as conseqüências de sua política de isolamento, da endogenia que marcou a formação de seu quadro de professores, da importação acrítica de modelos hexógenos de prática do design e da postura autocrática da instituição como um todo.
Longe da iconoclastia, o que a autora oferece ao leitor é uma visão crítica e desmistificadora do ensino de design no Brasil a partir de sua principal referência, buscando apontar os erros cometidos para o aperfeiçoamento do próprio design brasileiro.

Conseqüências de uma idéia
Balanço do ensino superior de design no país e seu papel na institucionalização do design entre nós, tendo como referência o curso da Esdi.

Anexo
Professores de disciplinas e instrutores de oficinas da Esdi

Relaciona todos os professores que lecionaram na Escola Superior de Desenho Industrial, bem como os técnicos que atuaram como instrutores nas oficinas.

Obras citadas
Referências bibliográficas da obra.

Índice onomástico
Relaciona todas as personalidades citadas na obra

Lucy Niemeyer é doutora em comunicação e semiótica pela PUC-SP e professora da Escola Superior de Desenho Industrial (Esdi) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), além de lecionar na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). É autora de três livros, todos publicados pela 2AB Editora (Design no Brasil: Origens e instalação, Tipografia: Uma apresentação, e Elementos de semiótica aplicados ao design), além de artigos científicos e de divulgação publicados em revistas e outros periódicos. Integra o Comitê Organizador dos Congressos Internacionais de Pesquisa em Design, cuja última edição ocorreu em 2007, no Rio de Janeiro, e atuou na organização dos P&Ds (Congresso Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento em Design) em todas as suas edições até 2002. É presidenta do IBDesign (Instituto Brasileiro do Design), sediado no Rio, e foi vice-presidente da Associação de Ensino / Pesquisa de Nível Superior em Design (AEnD-BR) e integrante do Corpo Editorial da revista Estudos em design, até 2002.

Nascida em 1945, Lucy Niemeyer aprendeu desde cedo o significado do sobrenome que carrega. No entanto, longe de ater-se ao fato de integrar uma das mais tradicionais famílias cariocas, construiu uma sólida carreira na área do design gráfico e, desde a segunda metade dos anos 1980, passou a dedicar-se à pesquisa acadêmica e à atividade docente.

Até então, seu percurso foi mais ou menos o mesmo de toda uma geração que viu no design a oportunidade de, ingressando numa área então nova no país, colaborar para a criação de um mundo novo em que os objetos do uso cotidiano pudessem trazer o bem-estar coletivo, despertar a criação e o uso inventivo de formas e funções.

Jovem e promissora aluna recém-saída do então revolucionário Colégio de Aplicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Lucy se inscreveu no disputado concurso para ingresso na recém-criada Escola Superior de Desenho Industrial (Esdi). Integrou assim a segunda turma da instituição, tendo como companheiros de oficinas e salas de aula alguns dos nomes que, como ela, tiveram a tarefa de construir a imagem do designer entre nós.

Depois de se formar em design gráfico, Lucy não se limitou a atuar como design de escritório. Integrou diversas associações profissionais, organizou e participou de encontros e eventos para a discussão da atividade e do ensino no país. Permaneceu vinculada ao universo da Esdi, então ainda um ponto de referência do fazer design no Brasil.

Isto, porém, ainda era pouco. Lucy percebia que havia um abismo - ou, pelo menos, uma inadequação - entre a realidade e o discurso absorvido nas salas de aula e repetido incessantemente por ela mesma e por seus colegas de geração. Daí, resolveu partir para o aprofundamento da análise dos pressupostos que embasavam aquele discurso.

Não demorou muito para que voltasse às salas de aula - agora, como professora. Da prática docente, ela extraiu novas dúvidas e questionamentos. E logo dedicou-se à pesquisa de pós-graduação, da qual resultou a elogiada e polêmica dissertação que deu origem a Design no Brasil: Origens e Instalação, primeiro título lançado pela 2AB, ainda em novembro de 1997.


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