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Lucy Niemeyer é doutora em comunicação e semiótica pela PUC-SP e professora da Escola Superior de Desenho Industrial (Esdi) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), além de lecionar na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). É autora de três livros, todos publicados pela 2AB Editora (Design no Brasil: Origens e instalação, Tipografia: Uma apresentação, e Elementos de semiótica aplicados ao design), além de artigos científicos e de divulgação publicados em revistas e outros periódicos. Integra o Comitê Organizador dos Congressos Internacionais de Pesquisa em Design, cuja última edição ocorreu em 2007, no Rio de Janeiro, e atuou na organização dos P&Ds (Congresso Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento em Design) em todas as suas edições até 2002. É presidenta do IBDesign (Instituto Brasileiro do Design), sediado no Rio, e foi vice-presidente da Associação de Ensino / Pesquisa de Nível Superior em Design (AEnD-BR) e integrante do Corpo Editorial da revista Estudos em design, até 2002. Nascida em 1945, Lucy Niemeyer aprendeu desde cedo o significado do sobrenome que carrega. No entanto, longe de ater-se ao fato de integrar uma das mais tradicionais famílias cariocas, construiu uma sólida carreira na área do design gráfico e, desde a segunda metade dos anos 1980, passou a dedicar-se à pesquisa acadêmica e à atividade docente. Até então, seu percurso foi mais ou menos o mesmo de toda uma geração que viu no design a oportunidade de, ingressando numa área então nova no país, colaborar para a criação de um mundo novo em que os objetos do uso cotidiano pudessem trazer o bem-estar coletivo, despertar a criação e o uso inventivo de formas e funções. Jovem e promissora aluna recém-saída do então revolucionário Colégio de Aplicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Lucy se inscreveu no disputado concurso para ingresso na recém-criada Escola Superior de Desenho Industrial (Esdi). Integrou assim a segunda turma da instituição, tendo como companheiros de oficinas e salas de aula alguns dos nomes que, como ela, tiveram a tarefa de construir a imagem do designer entre nós. Depois de se formar em design gráfico, Lucy não se limitou a atuar como design de escritório. Integrou diversas associações profissionais, organizou e participou de encontros e eventos para a discussão da atividade e do ensino no país. Permaneceu vinculada ao universo da Esdi, então ainda um ponto de referência do fazer design no Brasil. Isto, porém, ainda era pouco. Lucy percebia que havia um abismo - ou, pelo menos, uma inadequação - entre a realidade e o discurso absorvido nas salas de aula e repetido incessantemente por ela mesma e por seus colegas de geração. Daí, resolveu partir para o aprofundamento da análise dos pressupostos que embasavam aquele discurso. Não demorou muito para que voltasse às salas de aula - agora, como professora. Da prática docente, ela extraiu novas dúvidas e questionamentos. E logo dedicou-se à pesquisa de pós-graduação, da qual resultou a elogiada e polêmica dissertação que deu origem a Design no Brasil: Origens e Instalação, primeiro título lançado pela 2AB, ainda em novembro de 1997.
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