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Marca:André Villas-Boas
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Leitura obrigatória para todos aqueles que concebem o design como campo investigativo da cultura contemporânea, O que é [e o que nunca foi] design gráfico completa dez anos de sua publicação original como um dos livros sobre design mais lidos na história do país. Para comemorar a data, a 2AB lança esta edição ampliada, que contém um capítulo adicional inédito, além de um prefácio do próprio autor e mais um artigo, em forma de apêndice. Esta edição conta ainda com um índice temático e onomástico, para facilitar a consulta por parte dos pesquisadores.
Como que zerando todas as concepções a priori, André Villas-Boas constrói uma teoria de design que, levada a extremos, põe por terra algumas das crenças mais sólidas que vêm acompanhando o desenvolvimento do design gráfico no Brasil. Radiografa o design em seus aspectos formais, funcionais, metodológicos, simbólicos e epistemológicos, apoiado numa sólida e ampla visão interdisciplinar, própria dos estudos culturais controvertida área à qual enunciadamente se filia.
Primeira obra do Autor, sua teoria mostrou-se tão oportuna quanto necessária: abandonando a visão abrangente (e amorfa) das tradicionais definições de design, ela se centra nas singularidades de seu objeto de estudo, alcançando uma delimitação da área de atuação do designer como disciplina autônoma e campo específico. A clareza, a minúcia e a sistematização tornaram O que é [e o que nunca foi] design gráfico um clássico adotado em cursos de graduação, programas de pós-graduação e concursos públicos. Seu decênio que a 2AB orgulha-se em comemorar coincide com os dez anos de atuação da próprios Editora.
Formato: 14x21cm
Nº de páginas: 112
Ano de publicação:
Edição: 6ª - ampliada
Especificações gráficas
Acabamento: Brochura com orelhas, laminação fosca, faca especial
Cores do miolo: 1/1
Papel do miolo: offset
Cores da capa: 2/1
Perguntas curtas nem sempre têm respostas curtas
O autor faz uma definição de design gráfico de um único parágrafo e demonstra como, embora satisfatória, ela é incompleta. De forma introdutória, mostra ao leitor por que é importante definir a atividade de modo detalhado e por que os teóricos da área parecem ter tanta dificuldade em fazê-lo.
Aspectos formais e funcionais
Neste capítulo, são abordados os dois enfoques mais comuns para a definição de design gráfico: a aparência formal de seus produtos e a função para a qual são concebidos. O autor mostra como estas definições são incompletas e como não faz sentido a noção da existência do design gráfico antes da industrialização.
Aspectos metodológicos
Aqui, é discutida a concepção do design sem designers e o design vernacular. Villas-Boas mostra como e por que não pode haver um produto de design sem projeto e, portanto, sem designer.
Aspectos simbólicos
Talvez na mais original abordagem do livro, é discutida a contextualização ideológica do design e sua função dentro da lógica do fetiche da mercadoria. O autor aponta as funções simbólicas como uma característica intrínseca dos produtos de design gráfico, numa concepção inédita e polêmica.
O design gráfico é interdisciplinar
A institucionalização do design no Brasil, como atividade e área de conhecimento particularizadas, é problemática. Este capítulo mostra alguns dados sobre esta realidade e discutida a interdisciplinaridade que está na própria natureza do design.
Afinal, como se chama isso?
A questão terminológica é uma das mais complexas para o campo do design gráfico. Como chamar esta atividade, afinal? design gráfico e artes gráficas são a mesma coisa? E design gráfico e programação visual? E comunicação visual? De forma sistematizada, são mostradas as terminologias mais adequadas e usadas em cada campo, e desvendados equívocos no seu emprego.
design ou desenho?
A opção entre design e desenho industrial continua pendente até hoje. Enquanto o Ministério da Educação chama de desenho industrial o curso para a formação de profissionais, os próprios professores o denominam design. Este capítulo mostra as razões desta querela e os argumentos mais comuns para a defesa de uma ou outra posição.
design gráfico não é arte
Como epílogo, o autor não se furta a entrar numa das polêmicas mais passionais da teoria do design: a relação deste para com a arte. O título do capítulo se mostra tão definitivo quanto sua argumentação.
Referências bibliográficas
André Villas-Boas, designer gráfico, Doutor em Comunicação e Cultura, é autor de diversos livros sobre design, além de artigos publicados em revistas científicas e de divulgação. É professor adjunto da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pesquisador associado do Laboratório de design, Cultura e Filosofia (LabCult) da Escola Superior de Desenho Industrial (Esdi/Uerj).
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