Tratado Geral de Semiótica

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De Umberto Eco. Neste livro, Umberto Eco delineia uma teoria global de todos os sistemas de significação e processos de comunicação. Por outro lado, os problemas tradicionais de lingüística, de lógica, das linguagens naturais, da retórica, da estética, e da teoria da percepção apresentam-se aqui.

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  • Descrição

    Umberto Eco é hoje um nome reconhecido por seus trabalhos no campo das comunicações, da estética e da Semiótica. Como semioticista, de A Estrutura Ausente e As Formas do Conteúdo, ambos publicados em português pela Editora Perspectiva, sua produção é particularmente importante pelos desenvolvimentos que proporciona e pela estruturação que tem procurado dar aos recentes e às vezes conflitantes avanços da pesquisa especializada. Assim, o presente livro está na lógica de sua indagação, e lhe faz jus, à medida que o Tratado Geral de Semiótica, além de constituir-se numa verdadeira suma das principais abordagens do tema, consegue delinear uma teoria global de lingüística, de lógica, das linguagens naturais, da retórica, da estética, da filosofia da linguagem e da teoria da percepção apresentam-se aqui reunidos em uma reorganização articulada e sistemática.

    Neste livro, Umberto Eco delineia uma teoria global de todos os sistemas de significação e processos de comunicação. Por outro lado, os problemas tradicionais de lingüística, de lógica, das linguagens naturais, da retórica, da estética, da filosofia da linguagem e da teoria da percepção apresentam-se aqui reunidos em uma reorganização articulada e sistemática.

    PREFÁCIO ... IX
    NOTA SOBRE OS CRITÉRIOS GRÁFICOS ... XIII


    0. INTRODUÇÃO — RUMO A UMA LÓGICA DA CULTURA ... 1


    0.1. Limites e fins de uma teoria Semiótica ... 1

    0.1.1. Objetivo da pesquisa ... 1
    0.1.2. Confins da pesquisa ... 3
    0.1.3. Uma teoria da “mentira” ... 4

    0.2. Campo ou disciplina? ... 5
    0.3. Comunicação e/ou significação ... 5
    0.4. Limites políticos: o campo ... 6
    0.5. Limites naturais: duas definições de Semiótica ... 9

    0.5.1. A definição de Saussure ... 9
    0.5.2. A definição de Peirce ... 10

    0.6. Limites naturais: inferência e significação ... 11

    0.6.1. Signos “naturais” ... 11
    0.6.2. Signos não-intencionais ... 12

    0.7. Limites naturais: a soleira ... 14

    0.7.1. O estímulo ... 14
    0.7.2. O sinal ... 15
    0.7.3. A informação física ... 15

    0.8. Limites naturais: o umbral superior ... 16

    0.8.1. Duas hipóteses sobre a cultura ... 16
    0.8.2. A produção de instrumentos de uso ... 17
    0.8.3. A troca de bens ... 18
    0.8.4. A troca familiar ... 20
    0
    .8.5. A cultura como fenômeno semiótico ... 21

    0.9. Limites epistemológicos ... 22

    1. SIGNIFICAÇÃO E COMUNICAÇÃO ... 25

    1.1. Um modelo comunicativo elementar ... 25
    1.2. Sistemas e códigos ... 28
    1.3. S-códigos como estruturas ... 31
    1.4. Informação, comunicação, significação ... 33

    1.4.1. Algumas distinções metodológicas ... 33
    1.4.2. A informação na fonte ... 34
    1.4.3. A informação de um s-código ... 35
    1.4.4. A transmissão física da informação ... 37
    1.4.5. A comunicação ... 38

    2. TEORIA DOS CÓDIGOS ... 39

    2.1. A função sígnica ... 39
    2.2. Expressão e conteúdo ... 40
    2.3. Denotação e conotação ... 45
    2.4. Mensagem e texto ... 48
    2.5. Conteúdo e referente ... 48

    2.5.1. A falácia referencial ... 48
    2.5.2. Sinn e Bedeutung ... 50
    2.5.3. A falácia extensional ... 52

    2.6. O significado como unidade cultural ... 56
    2.7. O interpretante ... 58

    2.7.1. A teoria peirceana ... 58
    2.7.2. A variedade dos interpretantes ... 59
    2.7.3. A semiose ilimitada ... 60
    2.7.4. Interpretantes e teoria dos códigos ... 62

    2.8. O sistema semântico ... 62

    2.8.1. As oposições do conteúdo ... 62
    2.8.2. Subsistemas, campos, eixos ... 65
    2.8.3. A segmentação dos campos semânticos ... 66
    2.8.4. Campos semânticos contraditórios ... 70
    2.8.5. Fisionomia metodológica do sistema semântico ... 72

    2.9. As marcas semânticas e o semema ... 73

    2.9.1. Marcas denotativas e marcas conotativas ... 73
    2.9.2.
    Denotação de nomes próprios e de entidades puramente
    sintáticas
    ... 75
    2.9.3. Código e regras combinatórias ... 78
    2.9.4. Requisitos da análise componencial ... 80
    2.9.5. Alguns exemplos de análise componencial ... 83
    2.9.6. Uma primeira definição do semema ... 84

    2.10. O Modelo KF ... 86

    2.10.1. Solteiros ... 86
    2.10.2. Dicionário e enciclopédia ... 88
    2.10.3. As marcas semânticas como interpretantes ... 89
    2.10.4. As marcas conotativas e os “settings” ... 90
    2.10.5. A natureza espúria dos “distinguishers” ... 91

    2.11. O Modelo Semântico Reformulado (MSR) ... 94

    2.11.1. Organização do semema ... 94
    2.11.2. A codificação dos contextos e das circunstâncias ... 99
    2.11.3. O semema como enciclopédia ... 101
    2.11.4. Análise componencial de expressões não-verbais ... 103
    2.11.5. Análise componencial dos índices ... 104

    2.12. O Modelo Q ... 110

    2.12.1. Recursividade semântica infinita ... 110
    2.12.2. Um modelo n-dimensional: o modelo Q ... 111

    2.13. Estrutura do espaço semântico ... 113

    2.14. Hipercodificação e hipocodificação ... 117

    2.14.1. Os determinantes não-codificados da interpretação ... 117
    2.14.2. A abdução ... 118
    2.14.3. A hipercodificação ... 121
    2.14.4. A hipocodificação ... 123
    2.14.5. A competência discursiva ... 124
    2.14.6. Gramáticas e textos ... 125

    2.15. A interação dos códigos e a mensagem como forma aberta ... 127

    3. TEORIA DA PRODUÇÃO SÍGNICA ... 131

    3.1. Plano Geral ... 131

    3.1.1. O trabalho produtivo ... 131
    3.1.2. Tipos de trabalho semiótico ... 132
    3.1.3. Como ler as secções seguintes ... 136

    3.2. Juízos semióticos e juízos fatuais ... 137

    3.2.1. Analítico vs Sintético e Semiótico vs Fatual ... 137
    3.2.2. Assertos ... 138
    3.2.3. Assertos não verbais ... 139
    3.2.4. Outras questões ... 140

    3.3. A referência ou menção ... 141

    3.3.1. Juízos indicais ... 141
    3.3.2. Significado e referência ... 142
    3.3.3. O processo de referência ... 143
    3.3.4. As idéias como signos ... 145
    3.3.5. |É| como artifício metalingüístico ... 147
    3.3.6. Predicar novas propriedades ... 148
    3.3.7. O atual rei da França é solteiro? ... 149

    3.4. O problema da tipologia dos signos ... 151

    3.4.1. Verbal e não-verbal ... 151
    3.4.2. Canais e parâmetros expressivos ... 154
    3.4.3. Entidades discretas e “continua” graduados ... 155
    3.4.4. Origens e fins dos signos ... 156
    3.4.5. Símbolos, índices, ícones: uma tricotomia insustentável ... 157
    3.4.6. Replicabilidade ... 158
    3.4.7. Duplos ... 159
    3.4.8. Réplicas ... 161
    3.4.9. “Ratio facilis” e “ratio difficillis” ... 162
    3.4.10. Topossensitividade ... 164
    3.4.11. Galáxias expressivas e nebulosas de conteúdo ... 166
    3.4.12. Três oposições ... 168

    3.5. Crítica do Iconismo ... 169

    3.5.1. Seis noções ingênuas ... 169
    3.5.2. “Ter as propriedades do objeto” ... 170
    3.5.3. Iconismo e similaridade: as transformações ... 172
    3.5.4. Iconismo e analogia ... 176
    3.5.5. Reflexões, réplicas e estímulos empáticos ... 177
    3.5.6. Iconismo e convenção 180
    3.5.7. Similaridade entre expressão e conteúdo ... 181
    3.5.8. Fenômenos pseudo-icônicos ... 183
    3.5.9. As articulações icônicas ... 187
    3.5.10. A eliminação do “signo icônico” ... 189

    3.6. Tipologia dos modos de produção ... 190

    3.6.1. Uma classificação quadridimensional ... 190
    3.6.2. Reconhecimento ... 194
    3.6.3. Ostensão ... 198
    3.6.4. Réplicas de unidades combinatórias ... 200
    3.6.5. Réplicas de estilizações e de vetores ... 203
    3.6.6. Estímulos programados e unidades pseudocombinatórias ... 206
    3.6.7. Invenção ... 208
    3.6.8. A invenção como instituição de código ... 212
    3.6.9. Um continuum de transformações ... 217
    3.6.10. Traços produtivos, signos, textos ... 220

    3.7. O texto estético com exemplo de invenção ... 222

    3.7.1. Relevo semiótico do texto estético ... 222
    3.7.2. Ambigüidade e auto-reflexividade ... 223
    3.7.3. A manipulação do continuum ... 225
    3.7.4. A hipercodificação estética: a expressão ... 227
    3.7.5. A hipercodificação estética: o conteúdo ... 229
    3.7.6. O idioleto estético ... 229
    3.7.7. Experiência estética e mudança de código ... 232
    3.7.8. O texto estético como ato comunicativo ... 233

    3.8. O trabalho retórico ... 234

    3.8.1. Herança da retórica ... 234
    3.8.2. A elocutio como hipercodificação ... 235
    3.8.3. Metáfora e metonímia ... 236
    3.8.4. A mutação retórica de código ... 240
    3.8.5. A comutação retórica de código ... 243

    3.9. Ideologia e comutação de código ... 245

    3.9.1. A ideologia como categoria semiótica ... 245
    3.9.2. Um modelo ... 246
    3.9.3. A manipulação ideológica ... 248
    3.9.4. Crítica Semiótica do discurso ideológico ... 249
    3.9.5. O último limiar da semiótica ... 254


    4. O SUJEITO DA Semiótica ... 255

    REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ... 259

    sobre o autor:

    Umberto Eco nasceu em 1932 em Alessandria, Piemonte, na Itália. Começou a cursar Direito na Universidade de Turim, mas logo decidiu dedicar-se à Filosofia, tendo se doutorado em 1954. Começou a trabalhar como editor de programas culturais na rede estatal italiana de televisão. Foi professor de Comunicação Visual em Florença, de Semiótica em Milão e atualmente é professor na Universidade de Bolonha. Detentor de inúmeros prêmios e títulos, Eco é conhecido como crítico, semiólogo, romancista e articulista. Propôs teorias estéticas e uma avaliação das vanguardas e dos impactos da sociedade globalizada e de informação na cultura humana.

  • Especificações

    Formato: 12,5x23cm
    Nº de páginas: 288
    Ano de publicação: 2007
    Edição: 4ª 3ª reimpressão

    Especificações gráficas

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